sábado, 18 de abril de 2009


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Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

A espantosa realidade das coisas (exc.), Alberto Caeiro / Fernando Pessoa.

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